Nada foi dito. E tudo foi feito
Os corpos exaustos. A cama desfeita
O desejo aliviado. A carne alheia
O sal, transpira o cansaço.
Menos que o desejo
Menos que a pretensao
Mais que a vontade
Quisera eu falar de amor
como cantas a dor.
como sinto de saudade.
Por isso, por tanto…
Deixe que teus dias se esbarrem nos meus
Que teus sonhos me sugestione caminhos
E que o ventre queira tecer o amanhã
para que exista o nós
Me traga a beleza de suas palavras
A leveza de suas complexas melodias
para fazermos com nosso novo dia
Um perfeito concerto
Afinado na harmonia dos canticos que saúdam o amor,
que buscam o colo divino, na pureza da verdade
na coerência do querer, do estar, do entender,
no ouvit, no falar, no calar, no viver.
deixe-me ser você sem sair de mim
sem querer o final, sem iludir meus dias
Deixe-me sonhar-te como verdade
Que guardava inconscientemente
Que buscavamos calados, com frases no olhar
Então deixe-me crer que nossa espera esteva escrita,
Nossos caminhos entrelaçados
com laços de fita, de cetim, de filó,
De azul, de branco, de amarelo
E sem nó
Com tudo, isso nos trará dias belos
Para que tudo venha acontecer
Como deve ser, deixe-me crer!
Não deixe-me ir!
Logo hoje que nos dias tenho
A duvida permanente no ir embora.
No hoje, nao quero fingir que não sinto.
Quando, no passado insensivel cheia
De medo do preterimento, preferi preterir
No hoje em diante quero, o sólido
Abstrato de muitos devaneios,
Da criação da inocência,
Na arte para o amor alimentar.
“Bora” tocar uma viola...
E dali cativar apenas um rosa,
Apenas a mais linda das notas
Que me trazes no olhar
Deixe-me crer E creia.
Não me deixe mais ir
Pois tu só ira se preferir,
Se “isso” nasceu apenas de mim..
Se estou louca que me mostre
Ao menos a luz antes de partir.
Novamente.
Não quero mais abrir mãos
Por ter os dedos presos
Por pensar não merecer
Por ter medo de dizer
Por vontade de me destruir
Talvez não deva mesmo
Deixe-me acreditar
Sem vergonha
Tentar ser feliz
De novo
Deixe-me vir vê-lo
Deixe viver
Deixe-me!
W. Jvalamalini
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