sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

25 at February - Old things. Old thoughts. Old feelings.

Sabe quando vc não espera mais nada, quando tudo tanto faz? se esta frio ou quente, se vc ta bem ou ruim, se é dia ou noite, se vc esta feliz ou nao, se vc vai acordar no dia seguinte ou simplesmente adormecer para sempre... não faz mais diferença. tudo é adormecido. os corpos já não são quentes, a vida ja não tem cor, e o ar vai faltando... até sentir um nó na garganta arder, e quando nao aguentar mais tamanho aperto sentir uma recalcada lagrima cair dos olhos, que ja boiavam a dias em silêncio mas... não adianta chorar... não! "E agora José? a festa acabou!"

Como contunuar? se a luz ja nao brilha, se o vento ja nao toca seu rosto, se a comida ja perdeu o gosto, se a pele ficou fria, e se... e... se... não, não tem mais vida.

Nem as nuvens desenham como antes... a chuva caindo ja não me traz paz... não tem mais cheiro de terra molhada, nem um abraço, nem um beijo, nem alguém, nem ninguém... nem eu, nem você! Nada. Nada mas existe em mim...

Estou me sentindo sufocada com tanta angustia, tanta ansiedade... que me falta o ar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010


vejo flores do céu
trazidas do vento 
se foi a poeira do canto,
por mero envaidecimento

capaz de espanar foi a semente
o broto que nem o vento toca
da cor que a luz não forma
é o amor solto livremente

fez-se forte ao lado
ou longe quase enfraquecido
Mas se acolhe sem medo,
já nascido
já nos abraços
já merecido

deixo-o deitar sem incômodo
no reencosto incontido
no desejo compreendido
no beijo doce, não mais doido.

Da verdade que nasce
O ninguém não sabe dizer
se ha razão ao seu nascer
é minha flor de céu
Brotou para eu vir-ver

Só existe se cuidar
e vive da água do ar
Nasceu do beijar
E se escovar estraga...

hahaha 

só eu mesmo... Walkíria Jvalamalini

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Woke-up Alice




— Pensa demais em si —- disse ele, sorrindo. — E isso lhe dá um

cansaço estranho, que o leva a fechar o mundo em volta de si e se agarrar a

seus argumentos. Por isso, só tem problemas. Também sou apenas um

homem, mas não digo isso do mesmo jeito que você. 
 [Uma estranha Realidade - Carlos Castaneda P.9]

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O essencial é invisível aos olhos



"Quando tudo nos leva a dormir, 
olhando com olhos atentos e conscientes, 
é difícil acordar e olhar como num sonho, 
com olhos que não sabem mais para que servem 
e cujo olhar está voltado para dentro"

Algo quer sempre mais
...vigilha...
Algo ainda tem medo de ter
...mas...
Algo não deixa de querer
...vontade...
Algo pode ser real
...estranho...
Algo de vida
...feliz...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Para guardar um presente, um achado, para não se perder mais.



UM HEMISFÉRIO NUMA CABELEIRA

Deixe-me respirar muito, muito o cheiro dos seus cabelos, mergulhar nele o rosto inteiro, como um homem sedento na água de uma fonte, e agitá-los em minha mão como um lenço perfumado, para sacudir lembranças no ar.
Se pudesse saber tudo o que vejo! tudo o que sinto! tudo o que ouço nos seus cabelos! Minha alma viaja no perfume como na música a alma dos outros homens.
Seus cabelos encerram todo um sonho, cheio de veleiros e de mastros; encerram grandes mares cujas monções me levam para climas encantadores, em que o espaço é mais belo e mais profundo, em que a atmosfera é perfumada pelas frutas, pelas folhas e pela pele humana.
No oceano da sua cabeleira vislumbro um porto fervilhante de cantos melancólicos, de homens vigorosos de todas as nações, de navios de todas as formas, que recortam suas arquiteturas finas e complicadas contra um céu imenso onde se espreguiça o eterno calor.
Nas carícias de sua cabeleira reencontro o langor das longas horas passadas sobre um divã, no quarto de um belo navio, acalentado pelo balanço imperceptível do porto, entre jarros de flores e refrescos.
No fogo ardente da sua cabeleira respiro o cheiro do tabaco misturado ao ópio e ao açúcar; na noite da sua cabeleira vejo resplandecer o infinito do azul tropical; nas praias acolchoadas de sua cabeleira embriago-me com os odores combinados do almíscar e do óleo de coco.
Deixe-me morder muito suas negras e pesadas tranças. Quando mordo seus cabelos elásticos e rebeldes parece-me que estou comendo recordações.

Charles Baudelaire. O Spleen de Paris. Pequenos poemas em prosa. Imago Editora, 1995.
Ilustração : http://www.colagene.com/en/

segunda-feira, 5 de abril de 2010

E ninguém estará sozinho...


Existem pessoas que podem te acompanhar em um caminho
fazendo dele menos solitário
E estas não necessariamente te moveram... 
Existem pessoas que faz sentir amor
te abraça apenas com um tom de voz
E estas não necessariamente te amam...

O abandono do pensar 'pessoa',
Associa o mover e o companhar
Hoje o que me move ainda é o amor 
E o que me acompanha ja não é o ficar
É a saudade.


Texto:[Walkíria Loureiro]

terça-feira, 16 de março de 2010

CONFIANÇA,


MAIS CONFIAÇA EM SEUS DIAS
NAS SUAS HORAS, NO SEU RASCUNHO, 
NAS SUAS PERNAS. MAIS CONFIANÇA AO ACORDAR PARA VIVER! 

AHH VIDA... NÃO QUERO DEIXAR DE VIVÊ-LA,  MAS O PROBLEMA É QUE EU 
NÃO CONFIO MAIS EM VOCÊ....

 Foto:[Thiago Kunz]

Sugando os dentes

Se no dia seguinte nâo for tão feliz não vai ter problema...
Aproveito a calmaria pensando com alegria no ontem e sonhando com o amanha, sentindo calmamente o hoje.

Mas sentindo calmamente o hoje.


Senhor ladão


O que te ensina é o mundo, é sua vontade de aprender com ele, esse te faz crescer. 
O amor, ele te rouba o aprendizado, te deixa burro pra viver.


 Hoje assumo,
descobri que o amor é coisa séria,
mas quando consegui perceber vi as outras pessoas fazendo o processo inverso ao meu,
e ai não sei se ando é na contra mão dos dias, das cousas ou... vice-versa.

Texto:[Walkíria Loureiro]
Foto:[net...]

É diferente...


"O meu mundo não é como o dos outros,
quero demais, exijo demais;
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessimista;
sou antes uma exaltada, com uma alma intensa,
violenta, atormentada,
uma alma que não se sente bem onde está,
que tem saudade… sei lá de quê!"


(Florbela Espanca)

Todos temos, somos...

Nossa... o que sera essa voz?
Diz coisas snobes(megalomaniacas) e absurdas(neuroticas)!
Sera mais um personagem de mim?

E destes ja são tantos... Com sobrios poucos.
Poderia um louco personificar um sóbrio?
Ter algum personagem "senso comum"?

Destes aos vários percebo caminhando, sentindo...


"Eu juro que é melhor
Não ser o normal

Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu

Mais louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz"
Balada do louco - Rita Lee

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Fez-se mar, para transbordar sem incomodar, para ir e poder voltar.


A lágrima me rasgando o rosto 
Me faz lembrar a dor (ainda esta aqui). 
Pois vai-se sem se sentir. 
Ja deságua.
Texto:[Walkíria Loureiro]
Foto:[Walkíria Loureiro]

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tu que me conheces - quem eu sou?


Por esta hora q eu n sei como viver
em q n sei q sensacoes ter ou fingir q tenho,
(...)
A esta hora em que eu nao posso lhe ver q tu me olhas,
Olha-me em silencio e em segredo e pergunta-te a ti proprio... See more
"-tu que me conheces - quem eu sou!
?"


Foto;[Walkíria Loureiro]
Texto;[... foi um achado]

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

E o chapéu vermelho lhe cobria os grandes olhos.

 
Envelhecida, cheia de saudade. 
Ando na multidão 
Sempre da mesma idade.
Texto:[Millôr - Hai Kais]

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Eu não deveria, mas quero entender...


Queria acreditar que não me queres assim...
Solta a toda linha... sem dar o melhor canto
Que vai sem perceber a falta do ir
Sem o medo de nunca voltar

Mas vejo seu cuidado... so não o entendo...
 
Por que as vezes cuidamos tanto de coisas que não queremos
ter por muito tempo?

Sinto, enxergo o sentido da solidao de dois.
Porque nos amamos, 
Mas não se sabe lidar com certos assuntos,
como os sentimentos que existem aqui
Na frente, ao redor, dentro, fundo


Será que ja se perguntou sobre isso?
 
Foto1:[Walkíria Loureiro]
Texto:[Walkiria Loureiro]
Foto2: [Camilla S.]

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O escolhido do carnaval 2010



O cheiro nao é bom
Os olhos pesam
A roupa aperta.

Se foi o carnaval,
  O que ficou so meus tornozelos podem dizer
Porque o corpo ainda sente...

Texto:[Walkíria Loureiro]
Foto: [da net]

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Post clandestino...



Foto:[Walkiria Loureiro]

'E lindo a complexidade, mas admiro mesmo 'e a simplicidade.


Foto: [Walkiria Loureiro]

O dia transbordou - Sarau Max Martins

Aqui o poeta dizia.
Eu atenta aplaudia.
Pediam por outro.
E mais me inquietava.

Quando pensei que acabara
Mais me chamava.

Quando pensei que pouco teria
Ao longo do dia veio a noite
E me preencheu de mais poesia.

E quando eu sentia o dia pesar
Na noite recebi a leveza do simples transbordar

Ver o poeta refletido nos demais,
Devolveu-me a razao de um dia de chuva
Com o calor e a paz.

Um dia que aparentava vazio
Se fez razao na memoria do poeta,
(Que me dizem falecido)
E neste dia que em mim foi renascido,
(Este poeta mais que vivo)
Me deu o mundo que havia perdido.

A poesia 'e a razao.
Pois "Em quanto houve homem havera poesia"

Havera vida.

recado para 'Elida Lima, em mais um dia que so o corpo nao se via.
O resto... este estava todo la.

Texto;[Walkiria Loureiro]
Foto;[Walkiria Loureiro]

O discernimento da mulher

Sua sabedoria esta em escolher para crer.
Para se permitir na escolha do homem que vos fala
Se assim ela o tiver podera se lancar a fundo
Ai saberas que o mundo escolhera para ser mãe
E para ter uma família unida no amor verdadeiro

Sinto isso.

Texto;[Walkiria Loureiro]

P.S.; hoje o teclado perdeu seus acentos. Eh a maneira dele me dizer que ta sem afim.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Every child is an artist.

The problem is how to remain an artist once he grows up.
Texto:[esqueci]
Foto:[Graziella Caliman]

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Finding self


"As pessoas que perderam o senso se sua identidade como selves tendem também a perder o senso de relacionamento com a natureza. (...) elas se sentem frias diante do espetáculo; e que, embora outros achem o oceano majestoso e imponente, elas, de pé nos rochedos da praia, quase nada sentem.

Porteu pode ser uma personificação das transformações do mar porque simboliza algo q o mar e nós partilhamos: alterações de humor, caprichos e adaptabilidade. Neste sentido quando nos relacionamos c a natureza, estamos lançando raízes de volta ao solo natal. "
Rollo MayHomem a procura se sí mesmo


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Atípica Babilônia nossa



Hoje fui para a parada e o ônibus chegou,
Pedi p descer antes e ele deixou,
Fui entregar o papel e ela aceitou,
Mais uma vez o onibus na hora passou
A chuva não pensou em me alcançar
E o médico não atrasou, ja estava lá
Chegando em casa
o elevador me esperava.




A vida se encontra quando realmente esperamos por ela.
Obrigada Universo!

Texto:[Walkiria Loureiro]
Foto:[Walkiriia Loureiro]

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Vem soleníssima,
Soleníssima e cheia
De uma oculta vontade de solucar,
talvez porque a alma é grande e a vida pequena,
e todos os gestos nao saem do nosso corpo
e só alcançamos onde o nosso braço chega,
e so vemos
ate onde chega o nosso olhar

FERNANDO PESSOA - OBRA POETICA IV
POEMAS DE ÁLVARES DE CAMPOS

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Para a nova Geruza

Eu amo.

Amei em longa película, em longa distancia...

A vida foi esquentando, se movimentando.

Coisas foram reveladas, e como se gastou!

Havia dias em que a cabeça flutuava em nuvens(na época) límpidas

Houve dias em que nem se conseguia sair da cama com meu corpo largado

Com o peso das duvidas e o exagero de insegurança, os dias leves foram faltando

A cabeça foi enchendo, pesando, doendo, ardendo, latejando, querendo saber, sem querer acreditar

O medo foi surgindo, e meu veneno foi pra pele, foi pro cheiro, pro gosto, foi para os dias

E não fazia sentido ser boa, mas eu queria, queria tanto que cheguei a pensar que nem existia






No amanha refiz minha historia, montei um novo personagem, e ele não demorou para acreditar e desmoronar, nada permanecia de pé.
Pensei que pudesse castiga-lo com isso, ou ensina-lo a amar...


Mas depois de tanto insistir sem querer entender, percebi que a historia estava longa demais
para quem não quer entender, para quem já sabe o que é uma boa ficção.



- Oi! Sou eu. Ta com tempo de ouvir do que o peito ta cheio?


- Diz pra mim que sua cabeça já não pesa mais e que não preciso mais fingir que não te amo!

- É por ai... mais ainda ta doendo.


- Obrigada por estar de volta Geruza!



- Ta gostando do ano até agora?

- Não, acho q posso começar a gostar agora... meu ano começa em Agosto

- Sempre foi assim, meu reveillon é em Julho, meu natal em Junho. Mas neste ano eu não fiz aniversário. Em 2007 meu presente veio em Outubro, queria tanto ganha-lo novamente... dessa vez eu prometo que não existe a possibilidade de eu não cuida-lo. Dê eu não merece-lo. Por favor, me dê meu presente!

- És louca Geruza! Não disseste que não o queria, que ele era cheio de mundo!

- Não fale assim... Só tu sabes que eu menti por medo de não sabe-lo, preferi quebra-lo. como eu pude?! Por favor não fale mais assim... você não.

texto:[Walkíria]

Sinto-a-ssumo



Ai! eu tenho um amor.

Este me atropela, magoa humilha

Enche o peito de angustia

E não descarta as decepções prováveis


Esse amor não tem nada de especial.

É daqueles que gritam, maltratam, insultam...

Dão insônia e te leva a pensar em coisas absurdas,

Que sua cabeça nunca se permitiu assimilar antes do tal amor comum.


Comum assim... Daqueles que te rende

Sem direito a palavras, te dói a espinha e a respiração falta

Sabe daqueles que a cabeça dói?

Que te faz morrer sempre um pouco por dentro?

Daqueles comuns mesmo!

Te da preocupação besta que você nem sabia que precisava.



É desse amor que me deram ate hoje... Desse raso.

Eu até sinto que isso é amor,

Então prefiro dize-lo comum, simples, raso.


Por que o Deus me fez nascer sentindo

Por dentro um amor tão mais puro (do que ao que devo responder)

E não me deu com quem soma-lo sem me sentir subtraída

Porque já não acredito que seja diferente

Texto: [Walkiria]