terça-feira, 9 de novembro de 2010


vejo flores do céu
trazidas do vento 
se foi a poeira do canto,
por mero envaidecimento

capaz de espanar foi a semente
o broto que nem o vento toca
da cor que a luz não forma
é o amor solto livremente

fez-se forte ao lado
ou longe quase enfraquecido
Mas se acolhe sem medo,
já nascido
já nos abraços
já merecido

deixo-o deitar sem incômodo
no reencosto incontido
no desejo compreendido
no beijo doce, não mais doido.

Da verdade que nasce
O ninguém não sabe dizer
se ha razão ao seu nascer
é minha flor de céu
Brotou para eu vir-ver

Só existe se cuidar
e vive da água do ar
Nasceu do beijar
E se escovar estraga...

hahaha 

só eu mesmo... Walkíria Jvalamalini

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