Em mim reside o mistério dos contrários
Onde o querer sempre se mistura em pólos distintos
Um deles sempre quer dor, a melancolia nostálgica da letargia
A outra quer viver mais intensamente o bom, quer esquecer-se da hora em troca de mais distração, quer suar, quer leveza...
E esses contrários são tão próximos, tão juntos, mesclados em suas diferenças.
Parece existir entre elas uma fraca força que se esforça para lembrar o momento certo de se desfazer esta mistura e degustar a sensação do contrário escolhido
É essa a dificuldade de se separar e esquecer o lado que quer apenas dormir o mundo...






