quarta-feira, 16 de setembro de 2009


Vai-te, Poesia!



Deixa-me ver a vida
exacta e intolerável
neste planeta feito de carne humana a chorar
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
com bandeiras de lume nos olhos,
para fabricar sonhos
carregados de dinamite de lágrimas.

Vai-te, Poesia!

Não quero cantar.
Quero gritar!

texto: [José Gomes Ferreira]
Foto: [Walkíria]