Mas desconfio que tudo isso é feito apenas para adiar a pobreza da minha história, pois estou com medo.
As coisas estavam de algum modo tão boas que podiam se tornar muito ruins porque o que amadurece plenamente pode apodrecer.
Transgredir, porém, os meus próprios limites me fascinou de repente. Realidade- essa me ultrapassa. Qualquer que seja o que quer dizer "realidade". Meloso? Tem tendência mas então agora mesmo seco e endureço tudo. Aguenta-se na sua chamada dor com uma dignidade elegante.
Estarei lidando com fatos como se fossem as irremediáveis pedras. Embora queira que para me animar sinos badalem enquanto adivinho a realidade. E que anjos esvoacem em vespas transparentes em torno de minha cabeça quente porque esta quer enfim se transformar em objeto-coisa, é mais fácil.
Será mesmo que a ação ultrapassa a palavra?
Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Embora não aguente bem ouvir um assovio no escuro, e passos. Escuridão?
O acontecimento fica tatuado em marca de fogo na carne viva e todos os que percebem o estigma fogem com horror.
Um acesso incontrolável de riso vindo do peito. E quero aceitar minha liberdade sem pensar o que muitos acham: que existir é coisa de doido, caso de loucura. Porque parece. Existir não é lógico, muito menos sentir!"
texto:[desconhecido por mim]

